Economia X
1. Distingue troca directa de troca indirecta.
Na troca directa o bem um é trocado pelo bem dois. Esquematicamente, a mercadoria um pela dois: M1 – M2.
Na troca indirecta intervém a moeda. Troca-se a mercadoria um por dinheiro (D) adquirindo com este a mercadoria dois: M1 – D – M2.
2. Apresenta exemplos de bens que tenham sido utilizados como moeda.
Pedras esculpidas, adornos de penas, vacas, vinho, cerveja, cigarros, peles de animais, conchas, metais, etc.
3. Define moeda-mercadoria.
Ao longo do tempo muitos bens foram utilizados como moeda, como se indicou na questão anterior. Estes bens, além da sua utilização como moeda poderiam também ter um consumo específico devido à sua utilidade enquanto mercadorias. Daí a designação moeda-mercadoria.
4. “Para que um bem apenas sirva como moeda, esse bem deve ser inútil”. Justifica.
“Esse bem deve ser inútil” para que não tenha um consumo não monetário. Por exemplo, se as moedas fossem de ouro e prata compensaria derretê-las, e então sairiam da circulação, deixando de cumprir a sua função. Isto é, uma boa moeda, não deve valor em si mesma, para cumprir exclusivamente as suas funções monetárias.
5. Indica as características que um bem deve apresentar para funcionar adequadamente como moeda.
- Divisibilidade. Para facilitar os trocos as notas e moedas apresentam-se em múltiplos: notas de 500 euros, 200, 100, 50, 20, 10 e 5; moedas de 2,00 euros, 1,00, 0,50, 0,20, 0,10, 0,05, 002 e 0,01.
- Durabilidade. As ligas metálicas hoje utilizadas nas moedas e o papel de que são feitas as notas, são resistentes à degradação. Apesar da sua resistência, a moeda em circulação é vigiada, assegurando-se a substituição da moeda mais antiga.
- Aceitabilidade geral. Absolutamente fundamental para que a moeda cumpra as suas funções.
- Reduzida procura não monetária. Uma boa moeda, não deve ter valor em si mesma, para não sair da circulação através do consumo não monetário.
- Manter o valor. O material do qual é feita a moeda não deverá adquirir nem perder valor.
- Prática de movimentar. Um bem muito pesado ou volumoso seria difícil de utilizar.
6. Define moeda de papel (primeiras notas).
Na Idade Média, surgiu o costume de se guardarem os valores com um ourives, pessoa que negociava objectos de ouro e prata. Este, como garantia, entregava um recibo. Com o tempo, esses recibos passaram a ser utilizados para efectuar pagamentos, circulando de mão em mão e dando origem à moeda de papel. A padronização destes recibos conduziu-nos às primeiras notas de banco.
7. Explicita o conceito de moeda fiduciária (da expressão latina fiduciariu, que depende de confiança).
A excessiva emissão de moeda de papel pelos Estados levou a que estes tivessem de declarar a sua inconvertibilidade. A moeda deixou de representar o metal precioso. Cada agente aceita a moeda apenas porque supõe que os outros agentes também a aceitarão, isto é, porque confia no sistema monetário.
8. Explicita o conceito de papel-moeda.
O papel-moeda representava uma promessa de pagar o ouro, promessa feita primeiro pelos ourives e mais tarde pelos bancos; na medida em que estas instituições tinham crédito, os seus papéis eram “tão bons como o ouro”. Este papel-moeda era apoiado pelo metal precioso e, a pedido era convertível neste metal.
9. Define moeda escritural.
Esta moeda resulta da utilização dos depósitos à ordem em bancos pelos particulares e pelas empresas. Movimentam a conta bancária emitindo cheques até ao limite do saldo.
10. Define moeda de plástico.
Cartões de débito e cartões de crédito.
Os primeiros, também designados cartões MultiBanco, permitem movimentar a conta bancária até ao limite do saldo.
Os segundos, também designados cartões VISA, permitem realizar pagamentos até ao valor de determinado plafond de crédito atribuído pelo Banco tendo em consideração o perfil do cliente.
11. Define moeda electrónica.
Falamos de moeda electrónica quando a conta bancária é movimentada directamente, quer para creditar um salário, quer para debitar despesas de água, gás, electricidade, etc. por transferência bancária.
12. Relaciona a evolução tecnológica com o processo de desmaterialização da moeda.
Em resultado da evolução tecnológica, no caso da moeda electrónica esta limita-se a registos em contas bancárias, não sendo necessário qualquer bem material para que funcione de facto. O processo de desmaterialização da moeda começou desde a sua invenção, mas só foi possível atingir este nível graças ao recente desenvolvimento das tecnologias da informação.

